Olfato e memória Olfativa

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Cheiro de café, cheiro da infância, do perfume que gostava, de casa de vó, de carro novo, de estrada, de pão quentinho, de livro, de toda uma vida… eis o que a memória olfativa pode nos proporcionar.

O sentido do olfato não é apenas responsável pelo odor captado através das narinas, vai muito além, e tem relação direta com as emoções e o armazenamento de lembranças e memórias. Já pensou sobre isso?

Dentre os órgãos dos sentidos, o olfato tem grande importância, pois através da identificação dos aromas podemos obter alerta em situações de perigo, como algo queimando, cheiro de gás ou de comida estragada, evitando acidentes ou situações desagradáveis.

Já a memória olfativa é construída de acordo com o repertório de aromas aos quais a pessoa foi exposta durante a vida. A partir desse repertório, fica mais fácil fazer associações, desenvolver sensações e construir memórias relacionadas aos aromas. Pessoas que têm olfato apurado podem ser ótimos candidatos para profissões que precisam dessa função, como os avaliadores olfativos de vinhos, cafés, perfumes, cosméticos, etc.

Esse processo ocorre da seguinte forma, durante a respiração nasal, as partículas odoríferas (aromas) são direcionadas para a parte superior do nariz, onde se encontram as fibras do nervo olfatório. A informação é transmitida para o sistema nervoso central e será identificada pelo cérebro. Durante essa passagem, as informações do sistema límbico identificam as memórias olfativas associadas aos aromas, que podem ser boas ou não. Ou seja, durante todo esse trajeto, pode ocorrer alguma falha, o que repercute diretamente na função do olfato, começando por uma obstrução nasal (desvio de septo, hipertrofia de cornetos, rinite, sinusite, pólipos), seguindo com alguma falha de captação da informação pelo nervo olfatório no teto do nariz ou problemas no sistema nervoso central que cursam com sintomas olfativos, como as doenças neurodegenerativas por exemplo.

Depois da pandemia pelo COVID-19, o olfato passou a ser mais valorizado e pesquisado na prática clínica e essas informações podem ser avaliadas por especialistas com testes olfativos de comparação entre as pessoas ou testar a mesma pessoa antes e após o tratamento.

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